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Sexta-feira
Dez112009

O maior medo na hora da plástica: as cicatrizes. Como diferenciá-las?

Tipos de Cicatriz e sua remoção

A maior parte das pessoas que passam por cirurgias estéticas tem pavor de ficar com uma marca visível, que ao invés de ajeitar a parte indesejada, acaba deixando algo inesperado no lugar do que foi retirado. A cicatriz mais temida entre todas, é a chamada quelóide. Mas poucos são os pacientes sabem diferenciar uma cicatriz comum de uma problemática.

O quelóide é uma cicatriz em alto relevo, bem grossa, com formato endurecido e cor avermelhada, e na maior parte delas apresente dor ou coceira constante. As cicatrizes comuns que são facilmente confundidas com o quelóide são aquelas planas, de cores claras e pouco estéticas. Como o paciente não consegue diferenciar acaba achando que seu procedimento estético deu errado.

Os cirurgiões afirmam que nem toda cicatriz protuberante e feia é um quelóide. Os verdadeiros quelóides costumam surgir entre o 14º e 21º dia de lesão, seja ela ocasionada por um trauma ou por uma cirurgia. Os primeiros sintomas do quelóide são pele avermelhada na região da cicatriz, coceira intensa e invasão do espaço além do local inicial da cicatriz.

Essa forma desordenada de crescer além dos limites é uma característica própria dos quelóides. A maior parte das pessoas afetadas são as de descendência africana e asiática, atacando principalmente a região das costas, do ombro, entre as mamas e outras partes onde o tecido seja mais tenso e espesso. A orelha é um local que frequentemente aparece, apesar de não se enquadrar nas características gerais. Ele tende sempre a aumentar, ficando com um tamanho exacerbado e totalmente antiestético.

O quelóide é uma hipertrofia celular. Ocorre sempre nas lesões cicatriciais em algumas partes do corpo, podemos dizer que o quelóide é a cicatriz teimosa, aquela que esquece a hora que tem que parar de crescer, ocasionando um aspecto feio na região afetada. Mas ela é muitas vezes confundida com a cicatriz hipertrófica, que também é em alto relevo, mas essa fica somente na região afetada, ou seja, ela sabe a hora de parar de crescer.

O bom, é que hoje esse tipo de cicatriz pode ser tratada facilmente. Seja por meios alotópicos ou cirúrgicos, o médico irá avaliar primeiro o paciente, sua etnia, tipo de pele e os antecedentes familiares. Só assim poderá ter eficácia na hora da remoção da mesma. O tratamento poderá variar de aplicações de cremes locais, adesivos de corticóide, injeções, placas siliconas, criogenia e até radioterapia. Em último caso é que o cirurgião plástico irá prover de outro procedimento cirúrgico para a remoção da mesma. A cirurgia pode ser a laser ou tradicional, e será seguida de aplicação de injeções de corticosteróides para auxiliar no processo de fechamento da pele.

Na criocirurgia o especialista irá utilizar nitrogênio em temperatura super baixa para alterar a circulação sanguínea abaixo do quelóide. Assim a remoção dos menores é mais facilmente resolvida. Para os pacientes que já possuem uma cicatriz ruim e a qual seja classificada como um quelóide, o melhor é a retirada cirúrgica e logo depois fazer Beta-terapia (radioterapia tópica). Assim o processo de recuperação é mais fácil e muito mais eficaz.

Seja qual for seu problema com cicatrizes, consulte um especialista. Saiba que hoje existe mil e uma formas para retirá-las sem causar danos a sua pele mais do que a cicatriz proporcionou.

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